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IMAGEM E PERSUASÃO - Giulio Carlo Argan

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Descrição Rápida

Ensaios sobre o Barroco


O barroco está entre as questões mais desafiadoras para os artistas, estudantes e críticos de arte - mas está também na origem da cultura artística moderna, como Giulio Carlo Argan demonstra nos ensaios deste livro. Mal afamado e quase esquecido, desde o neoclassicismo o barroco sofria de um "difuso descrédito" que num livro de 1929 o crítico Benedetto Croce transformou em "excomunhão sumária", na expressão de Argan.

IMAGEM E PERSUASÃO - Giulio Carlo Argan

Detalhes

Parte do problema residia na dificuldade em articular as questões artísticas aos aspectos políticos e religiosos. A arte já não tinha a pura estética entre seus principais objetivos; era retórica e artifício, persuasão, propaganda produzida num contexto de tensões religiosas e políticas. "Já não se tratava de irradiação e difusão do gosto, mas de relações complexas, dialéticas e freqüentemente polêmicas."
Em Imagem e persuasão, a análise erudita e sempre clara de Argan desconstrói os lugares-comuns em torno da arte barroca, muitas vezes vista como irracional, impura, pouco condizente à volta à arte clássica que se perseguiu a partir do século XVIII. Ora analisando o panorama artístico na "Europa das capitais", como ele denomina o continente que já não era o "das catedrais" do Renascimento, ora comentando detidamente a obra de pintores, escultores, arquitetos e gravuristas como Caravaggio, Rafael, Guido Reni, Borromini, Bernini, Rembrandt e Alfieri, entre outros, Argan restitui a força vital do barroco na arte européia, indicando a sua grande atualidade e contemporaneidade.  
 

 

 



Cia. das Letras - 632  pág. - brochura

 

Sobre o autor:

Giulio Carlo Argan
Nasceu em Turim, na Itália, em 1909, e morreu em Roma, em 1992. Aluno do crítico e historiador da arte Lionello Venturi, destacou-se internacionalmente a partir da década de 30 com estudos sobre a arte medieval e renascentista (L'architettura preromanica e romanica in Italia, 1936; L'architettura del Due e del Trecento in Italia, 1937). Remontam à década de 50 seus estudos sobre Brunelleschi (1951), Gropius e a Bauhaus (1951, traduzido pela Editorial Presença), Beato Angelico (1955), Botticelli (1957). Em 1959 sucedeu a Venturi na cátedra de história da arte moderna, na Universidade de Roma. Publicou numerosas monografias e coletâneas de ensaios, entre elas História da arte como história da cidade (1983, traduzida pela Martins Fontes). Muito ativo politicamente, elegeu-se prefeito de Roma em 1976, e senador em 1983, pelo Partido Comunista Italiano. Seu último trabalho foi Michelangelo architetto (1990).

Veja do mesmo autor:

ARTE MODERNA

CLÁSSICO ANTICLÁSSICO


 

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